Dizem que há males que vem para o bem, não sei até qual certo ponto uma maldade pode ir, muito menos até que ponto meu corpo e espírito podem aguentá-la, mas o bem que esperamos vir depois, é como luz no fim do túnel, mas não qualquer luzinha, e sim um holofote bem grande, pois acreditamos e esperamos por um bem que nos compense em dobro, ou triplo, ou quádruplo, o mal que enfrentamos. De verdade, eu não gostaria que maldade nenhuma viesse, mas como sobreviver à tempestade sem passar por ela?
E nesse papo de bem e mal, quase uma disputa bíblica entre céu e inferno, nos deparamos com o que se diz “proibido” pelo mesmo livro que narra a tal disputa. Por que nós, cristãos ou não, voluntaria e involuntariamente, cedemos e resistimos às tentações, a todo o momento. Mesmo que imploremos para não cair nestas. Travamos a batalha entre o céu e o inferno dentro da nossa mente e do nosso coração, conflitando os próprios desejos, pensamentos, e deveres.
Este conflito é resultante da dúvida que, teoricamente, não deveria existir, subentendendo que temos consciência do que é bom e ruim para nós, bem como para o outro. É válido ressaltar que a dúvida faz de nós pessoas inseguras, que muitas vezes, perante o público se mostram tão fortes e decididas, mas no fundo não se sentem capaz (apesar de serem) de cumprir com metas pré-estabelecidas.
Assim, alimentando a insegurança e a imprecisão, tentando meio que se esquivar das palavras do mestre Yoda, quando “guerreava” entre as estrelas, fingimos não reconhecer a resposta na dúvida que nos aflige. E embora muitas vezes estejamos a desejar, no fundo, que a “tentação” seja a opção correta, por covardia e medo das consequências, não conseguimos tomar nenhuma decisão.
A espera preguiçosa por aquela mesma luz do fim do túnel se estende, e junto com ela as súplicas pela intervenção divina, na intenção de que uma força maior movimente os pauzinhos e mostre intuitivamente, como na loteria, quais números marcar, qual a melhor direção a seguir. É o velho ditado do entregar a Deus, que Ele dará (jeito), o que finda tirando todo o encargo das nossas costas pseudo-sobrecarregadas e mentes covardes.
Do nada, tão rápido quanto à velocidade da luz, e enxergando as ideias tão claras quanto um míope, agimos por impulso, e qualquer escolha tomada é julgada como certa. O responsável no mínimo foi Deus, a sorte, ou o destino, mas nunca nós mesmos, não temos porte para assumir a responsabilidade dos nossos atos, mesmo que eles tenham sido considerados bons pela maioria. Gostando ou não do resultado, o jeito é se conformar (embora fiquemos a imaginar como tudo poderia ter sido diferente, se tivéssemos escolhido a outra opção); e mesmo que uma dose de arrependimento se dissolva em suas veias, o tentar de novo geralmente é só uma ideia difícil, complicada e distante (afinal, somos muitos covardes, e, vale aqui destacar, preguiçosos para isso, lembra?). Logo, a aceitação, por ser mais simples, é a predileta. E nisso, parece que não temos dúvidas quanto à escolha. De verdade, o que nos FALTA (salvo raras exceções), é só coragem pra pensar, lutar, e amar, não necessariamente nessa ordem!

Vieram me perguntar esses dias qual o segredo da conquista… Perguntaram à pessoa errada! Eu não sei, definitivamente. Não é algo que dependa necessariamente de regrinhas démodé, como “seja difícil”, apesar disso colar com grande parte dos homens (machistas), mas você também não precisa ser dada demais.
