Category: Manual de Sobrevivência

Entre o céu e o inferno… A resposta está na dúvida!

Dizem que há males que vem para o bem, não sei até qual certo ponto uma maldade pode ir, muito menos até que ponto meu corpo e espírito podem aguentá-la, mas o bem que esperamos vir depois, é como luz no fim do túnel, mas não qualquer luzinha, e sim um holofote bem grande, pois acreditamos e esperamos por um bem que nos compense em dobro, ou triplo, ou quádruplo, o mal que enfrentamos. De verdade, eu não gostaria que maldade nenhuma viesse, mas como sobreviver à tempestade sem passar por ela?

E nesse papo de bem e mal, quase uma disputa bíblica entre céu e inferno, nos deparamos com o que se diz “proibido” pelo mesmo livro que narra a tal disputa. Por que nós, cristãos ou não, voluntaria e involuntariamente, cedemos e resistimos às tentações, a todo o momento. Mesmo que imploremos para não cair nestas. Travamos a batalha entre o céu e o inferno dentro da nossa mente e do nosso coração, conflitando os próprios desejos, pensamentos, e deveres.

Este conflito é resultante da dúvida que, teoricamente, não deveria existir, subentendendo que temos consciência do que é bom e ruim para nós, bem como para o outro. É válido ressaltar que a dúvida faz de nós pessoas inseguras, que muitas vezes, perante o público se mostram tão fortes e decididas, mas no fundo não se sentem capaz (apesar de serem) de cumprir com metas pré-estabelecidas.

Assim, alimentando a insegurança e a imprecisão, tentando meio que se esquivar das palavras do mestre Yoda, quando “guerreava” entre as estrelas, fingimos não reconhecer a resposta na dúvida que nos aflige. E embora muitas vezes estejamos a desejar, no fundo, que a “tentação” seja a opção correta, por covardia e medo das consequências, não conseguimos tomar nenhuma decisão.

A espera preguiçosa por aquela mesma luz do fim do túnel se estende, e junto com ela as súplicas pela intervenção divina, na intenção de que uma força maior movimente os pauzinhos e mostre intuitivamente, como na loteria, quais números marcar, qual a melhor direção a seguir. É o velho ditado do entregar a Deus, que Ele dará (jeito), o que finda tirando todo o encargo das nossas costas pseudo-sobrecarregadas e mentes covardes.

Do nada, tão rápido quanto à velocidade da luz, e enxergando as ideias tão claras quanto um míope, agimos por impulso, e qualquer escolha tomada é julgada como certa. O responsável no mínimo foi Deus, a sorte, ou o destino, mas nunca nós mesmos, não temos porte para assumir a responsabilidade dos nossos atos, mesmo que eles tenham sido considerados bons pela maioria. Gostando ou não do resultado, o jeito é se conformar (embora fiquemos a imaginar como tudo poderia ter sido diferente, se tivéssemos escolhido a outra opção); e mesmo que uma dose de arrependimento se dissolva em suas veias, o tentar de novo geralmente é só uma ideia difícil, complicada e distante (afinal, somos muitos covardes, e, vale aqui destacar, preguiçosos para isso, lembra?). Logo, a aceitação, por ser mais simples, é a predileta. E nisso, parece que não temos dúvidas quanto à escolha. De verdade, o que nos FALTA (salvo raras exceções), é só coragem pra pensar, lutar, e amar, não necessariamente nessa ordem!

A Arte da Conquista

Vieram me perguntar esses dias qual o segredo da conquista… Perguntaram à pessoa errada! Eu não sei, definitivamente. Não é algo que dependa necessariamente de regrinhas démodé, como “seja difícil”, apesar disso colar com grande parte dos homens (machistas), mas você também não precisa ser dada demais.

Dizem que o amor cega, não sei se seria bem isso, na verdade, creio que o apaixonado enxerga seu amado além, além do que os outros reles seres humanos não conseguem perceber. Uma doçura, meiguice, beleza, ternura, ou gostosura, tantas vezes despercebida pela maioria.

Acho que nunca conquistei ninguém por que sempre estive mais concentrada em fazer aquela pessoa me admirar, que gostar de mim. Embora um esteja ligado ao outro, não são a mesma coisa. A intenção era conquistar, mas acho que nunca deu certo, se deu, ninguém me disse. Como falei, talvez o que conquista é aquilo que só o futuro apaixonado consegue perceber, sem forçarmos que ele note, é espontâneo.

Há quem não consiga conquistar voluntariamente, e lute por isso. Também nunca soube conquistar dessa forma, por sempre achar que não valia a pena lutar por aquele alguém. Mesmo por que meus “alguéns” quase sempre se mostravam desinteressados, e meu corpo reage de acordo com cada ação. Além disso, conquistar na luta exige esforço, e para isso não se faz necessário apenas métodos pacíficos, é tipo aquelas cenas de novela, onde a vilã arma tudo pra ficar com o mocinho. Possivelmente, para mim, seria mais fácil conquistar uma novo pedaço de terra, como no tempo das expedições, que o coração de alguém.

Fui surpreendida esses dias, com palavras que chamaram minha atenção. Alguém sugeriu que eu devesse acreditar mais nas pessoas, e não achar que elas estão sempre jogando contra mim, querendo me enganar, afinal, o que ganhariam com isso? Tais palavras me fizeram pensar em, por que não me enganar? Por que não me iludir? Por que não sonhar que tudo vai ser como sempre quis? Meu olhar “realista” não deixa, e talvez seja ele que venha defasando todas as minhas relações ao longo dos anos (e não ao contrário, como sempre acreditei, que a culpa era de todas as frustrações, e essas me deixaram assim).

Meu olhar “realista” não enxerga amor. Ele é um tipo daltônico, enxerga tesão, mentira, falsidade, amizade, mas não enxerga (ou, talvez, não queira enxergar) amor. Não sei perceber, ou melhor, não consigo acreditar, quando alguém gosta de mim, está interessado, ou algo do tipo, não ouso crer nisso para não me iludir. E eis mais um motivo de não saber conquistar, se já o fiz, nunca descobri (ou nunca acreditei que fosse verdade).

E quando os meus amigos chegam pra me falar que estão a fim de alguém, apaixonados, coisa e tal, sinceramente me vem a pergunta. O que a outra pessoa fez? O que te encantou? O que te conquistou? E logo em seguida… O que tem de errado comigo? Por que eu nunca consigo? Será que tenho que seguir a regrinha démodé? Bem, se eu a seguisse, não estaria sendo eu, e aí já seria menos um ponto na relação, pois com o tempo a ‘máscara’ cairia.

Os homens parecem ter uma fórmula da conquista (é de uma dessas que preciso), eles fazem isso muito bem, se eu deixar me conquistam facilmente! E olha, se eu não quisesse ser tão realista, saberia reagir mais docilmente a essas possíveis investidas que recebo, e quem sabe até me daria bem, mas é mais forte que eu. O caso é tão grave que quando recebo, por exemplo, um SMS que demonstre interesse, recruto meus melhores neurônios, e ainda fico meio perdida sem saber como respondê-lo, com medo de não parecer chata, cu doce, ou muito dada. Realmente sou destreinada nisso…

Acredito que quem eu conquistar um dia será alguém muito especial, pois certamente encontrará em mim algo que eu mesmo não valorizava, não via, e me mostrará isso da melhor forma possível. Certamente vou ser conquistada por essa pessoa também, do tipo que me apaixono todo dia, sempre um pouco mais, e não quero sentir medo do que pode acontecer, nem medo do fim.

Por que talvez o problema seja esse medo, seja pensar demais, questionar demais, ou querer respostas demais, em busca de uma verdade absoluta que não existe, quando nem se precisa disso para se sentir o amor. Por que o amor é assim, não se entende, não se conceitua, não se explica, apenas se sente, se curte, se compartilha (e até se cutuca!). É, vamos “viralizar” o amor!

Sobre o Fim de Relacionamentos Amorosos…

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Coisas boas não deviam se acabar, tipo chocolate, férias, e relacionamentos felizes (sejam eles entre a família, amigos ou enamorados). Mas a vida é nosso melhor prêmio, e até mesmo ela tem um fim, tudo isso para que o mundo possa evoluir, outro ciclo começar, e etc. e tal.

Sofro com fins de relacionamento, quer dizer, qualquer pessoa em seu estado normal deve sofrer. Tenho problemas sérios de sofrer por antecipação, sentindo/prevendo que algo dará errado, nos últimos tempos isso tem passado do limite. Talvez eu nem esteja prevendo, e a única coisa que eu venha sentindo seja medo, medo de me entregar novamente, já pensando no fim, por toda aquela dor agonizante que irei passar. Nunca fui boa de jogo mesmo, por que apostar pra saber?

Lembro das lágrimas que gastei por todas as vezes que fui deixada, e me pergunto se alguém escorreu alguma dessas por mim. Quando me lembro de cada momento, cada dor, posso senti-los novamente. É tão duro, tão intenso, aquela vontade de arrancar o coração para ele parar de doer; desligar o cérebro, para que quem sabe ele pare de lembrar dos melhores momentos que tivemos ao lado daquela pessoa, momentos que não voltam mais, e nem poderão se repetir… Vontade de arrancar seu coração para ser só meu, e de mais ninguém; fazer a prova dos nove para saber se ele é de pedra; ou apenas deixá-lo sem coração mesmo, por que não acredito que quem fere faça isso de coração…

Eu já fui mais doce, e também já consegui ser tão amarga quanto um chocolate 100% cacau (sem açúcar), e olha só, foi minha pior fase, me traumatizei por um amor, e quis distribuir arrogância e indelicadeza aos mais próximos, como se isso fosse ajudar a aliviar o que sentia, ao contrário, só fazia piorar a situação. Vesti uma máscara, e não era eu, acho que ainda não sou eu por inteira até hoje, é como se ainda faltasse uma parte a se juntar ao eu que acho que sou, falta a parte do eu que sente, que vibra, que chora, que encanta, que ama sem medo. O eu que é doce, e que guardo só pra mim, e se mostra tão especial nas nossas auto-conversas.

Penso que as pessoas entram em nossas vidas por algum sentido, não precisa nem ficar um tempo muito longo, basta ser o suficiente para aprendermos alguma lição. E um dia, depois de tanto rancor, eu conheci alguém que me fez redescobrir aos poucos a meiguice que ainda resistia em mim. Embora no fim da relação esse alguém tenha me magoado, dessa vez não restou rancor, só a velha tristeza de sempre. Digo de sempre, por que relacionamentos são assim, você pode ser o culpado ou não do fim, mas o que mais dói é saber que não vai poder tocar aquela pessoa novamente, ou por ela não permitir, ou por seu próprio eu não deixá-lo fazer isso.

Geralmente quando perguntamos por que um relacionamento acabou, escutamos aquela velha resposta do “não deu certo”, mas não me convence. Se não deu certo teve alguma razão, brigas demais, ciúmes demais, interesses divergentes, traições, se apaixonou por outra pessoa, o encanto acabou, entre outros. Sempre tem algum motivo plausível, do contrário não acabaria. Se me perguntassem por que meu último relacionamento acabou eu não saberia responder, sério mesmo, ele nunca me disse o porquê, apenas sumiu, mas hoje em dia essa resposta pouco me interessa, só serviria para mexer numa ferida quase totalmente cicatrizada, ou a faria cicatrizar de vez, sinceramente não sei, e tenho medo de tentar descobrir, por isso deixo que o tempo e o espaço resolvam isso pra mim.

Falando em tempo e espaço, esse é o grande remédio para se curar o fim de uma relação. Tempo para amadurecer as ideias, rever os conceitos, enxergar os erros e acertos, lutar contra a saudade (no estilo UFC) até derrotá-la. Espaço para poder respirar um novo ar, diferente do que o outro respira; não ter perigo de cruzar com o ex-romance quando ele estiver acompanhado de outra; não trocar palavras de sentido carinhoso, como um “como está?” ou um singelo “se cuida”, para não deixar o coração entender isso como um sinal de esperança ao retorno da relação; não regar a semente que havia sido plantada em nosso peito.  Tempo e espaço, se afastar o tempo necessário para que aquela muda murche, e provavelmente morra, qualquer sinal de esperança pode conservar sua vida, mas talvez isso não seja bom, ela pode sofrer ainda mais depois.

Tem quem prefira esquecer um ex-amor com um novo amor. Em alguns raros casos realmente serve como um bom remédio, em outros é só uma forma de tentar tampar o sol com a peneira. Se raciocinarmos um pouquinho, qualquer ocupação que consiga entreter suficientemente nossos pensamentos (tipo vídeo game) e esquecer do outro, do término da relação, é melhor que um novo amor para solucionar esse problema. Pense bem, a cicatriz é recente, qualquer passo falho é o suficiente para lhe frustrar novamente, você se sente carente, e essa lhe parece a forma mais fácil de esquecer, mas não é necessariamente a mais segura de seguir, por isso prezo pelo tempo e espaço.

Lembrando também que não é por que acabou que você precisa gritar isso para o mundo, nem se vestir de perigueti e sair atacando por aí, nem muito menos adotar como lema de vida o funk “Agora eu to solteira e ninguém vai me segurar”, principalmente se ainda queres ter um relacionamento sério no futuro. Que dói, dói. Extravasar também é muito bom, mas tudo tem seu limite, e você pode se manter uma solteira digna, e o seu “sozinha nunca”, poderá ser sempre uma ótima companhia.

Passei uns meses fugindo de qualquer tipo de relação, até da mais casual (nem um texto sobre esse tema eu me sentia segura para escrever). Questionando-me, refletindo, sofrendo sozinha e em silêncio. As crises de saudade, e as recaídas (mesmo que solitárias) dariam ótimas cenas para novelas mexicanas nos dias atuais. Mas tudo isso foi tão bom, eu me dei pause, e serviu para amadurecer as ideias, e perceber o quanto valho, e mais ainda o quão valoroso são os meus sentimentos, principalmente o amor (o chefe de todos). Antes de entregá-lo a alguém novamente, eu preciso sentir que vale a pena, não racionalizar (nas idas e vindas do amor não é bom viver racionalizando, questionando e buscando verdades lógicas que só existem em nossa cabeça), apenas sentir, dessa vez sem medo, apertar F5, e recomeçar…

Nova dieta: Bolo e chá de sumiço!

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Estava aqui tomando meu Toddynho, e degustando meu Doritos pensando em escrever algumas imoralidades quando comecei a refletir sobre os últimos depoimentos que escutei nessa última semana. Depoimentos de mulheres lindas e bem resolvidas, com problemas amorosos tão tão tão iguais aos de todas as outras mulheres (não tão bem resolvidas assim): Eles somem, e também nos presenteiam com bolos, horríveis por sinal, podia ser ao menos uma fatia lá do Pé de Moleque.

Ela parecia não se conformar com a situação, correlacionou em sua brilhante aula, milhares de exemplos que no fundo lembravam sua recente decepção amorosa, e ressaltava o valor da palavra dada, ou melhor, a falta de valor que dão a esta hoje em dia. Não se conformava! É, ela levou um bolo, e um bolo recheado por sinal, pois veio acompanhado de uma desculpa esfarrapada a qual ela já havia descoberto a verdade.

A outra se declarou triste, passou as férias ao lado de um rapaz, que já havia até conhecido sua família, e de uma hora pra outra ele num passe de mágica, puuufff!!! SUMIU!!!

Eu realmente adoraria saber o porquê dos bolos e sumiços, pois no fundo sempre há uma explicação, que eles preferem sumir ao nos explicar, e acabam ferindo ainda mais nossos sentimentos. Pra mim tudo é falta de vontade, se você gosta mesmo daquela pessoa, por que sumir? Por que não dizer a verdade, que não poderá encontrá-la hoje por motivo tal?

Eu sei que vocês homens vão querer argumentar, que se disser a verdade nós vamos ficar chateadas, e fazer chantagenzinha de ‘ai ele prefere o futebol que a mim’. É, nós vamos nos chatear sim, mas passa rápido, logo na primeira mordida no chocolate. Mas um bolo não, um bolo é falta grave.  É tão triste esperar por quem não vem, te sobe uma ansiedade, uma inquietação, olhar pro celular ou pra porta de 5 em 5 minutos, e imaginar o que aconteceu pra você não ter chegado. Talvez tenha sofrido um acidente, ou aconteceu algo grave com sua mãe, ou talvez seu cachorro tenha morrido, você foi assaltado, seqüestrado, sei lá… São tantos pensamentos tristes que passam pela nossa cabeça que só nos resta uma opção: ligar, ligar e ligar INCESSANTEMENTE! Mas, vocês não vão atender, e nós vamos ficar ainda mais preocupadas, e aí como diz aquele velho ditado, ‘notícia ruim chega rápido’, e se ela não chegou você deve ta muito bem, e nesse momento nós é que ficaremos super mal, pois acabamos de descobrir que ganhamos um bolo.

Eu odeio bolo (o de comer não). Já levei bolos dos meus ex-namorados, o mais doloroso marcou o fim de uma relação, e me deixou chorando muito tempo no banheiro de um barzinho o qual eu o esperava. Já levei bolo até de alguém que não cheguei a conhecer e que nesse mesmo dia, ‘puufff’, SUMIU! Aí vem a segunda parte, que odeio mais ainda: o chá de sumiço (que parece menos gorduroso, mas afeta nosso organismo mais que qualquer bolo mega recheado de chocolate).

O homem que some sem maiores explicações não é homem, nem é um rato. É um bicho menor (em tamanho e principalmente em qualidade, tipo dos menos importantes na cadeia alimentar).

O primeiro cara que sumiu, não encontrei outra explicação, ele simplesmente me deixou por que não conseguiu me desvirginar. Isso foi bem traumático, os mais íntimos sabem o que fiz depois…

E como se não bastasse, o cara que sabia toda a história dos meus traumáticos relacionamentos amorosos, e que eu pensava que jamais fosse me magoar, fez a mesma coisa, mas dessa vez não tinha explicação alguma.

Às vezes me deparo com esse ‘por que’. É imperdoável, e embora grande parte de mim guardasse um carinho imenso por ele, quando eu lembro dos dias que esperei seu retorno, ou uma mera explicação, dói, mas dói bem fundo, e mesmo que da boca saia um ‘tá perdoado’, ‘já passou’, por dentro eu sei que não, e por isso eu prefiro não mexer,  deixar que o tempo e o espaço façam a dor passar e a ferida cicatrizar.

E eu acho que já levei tantos bolos e chás de sumiço, que teria estoque suficiente para longos e britânicos chás das cinco. Mas olha, querendo ou não parece que com o tempo você se acostuma, prevê que isso vai acontecer, finda deixando pra lá mesmo, principalmente se era algum paquera que você ainda não tava tão a fim. Claro que na hora você fica um pouco triste, mas passa rápido, pode acreditar em mim, que to concluindo PHD na área.

Sabe, minha sinceridade não me deixa fazer isso. E eu adoraria que as pessoas fossem sinceras em suas relações, e esclarecessem se querem só ficar, se pretendem namorar, se querem só sexo, se querem só te magoar, enfim… Se eu quero, eu quero. Se eu não quero, eu não quero. E eu digo isso, embora às vezes seja bem difícil, mas eu sou mulher suficiente pra chegar pro cara e dizer. É bem melhor que ficar alimentando um sentimento que só existe na cabeça e no coração do outro. Além disso, não quero magoar alguém do mesmo jeito que me magoaram.

Esses dias eu escutei um “some não”. Daí, fiz uma careta esquisita e indaguei “ – Geralmente quem some não são os homens?”. Mas vai saber, tem tanta mulher cruel no mundo hoje, que as lesadas como eu, e como algumas de vocês também, é que acabam pagando o pato, ou melhor, o Chá das Cinco (e entram pra dieta também)…

Por hoje é só! @marigonca

A Banalização do Corpo nas Redes Sociais…

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Algumas coisas observadas pela Internet merecem ser comentadas, por isso resolvi escrever esse post, mostrando minha indignação com algumas situações.

Tenho vistos alguns compartilhamentos de homens falando das mulheres que vivem chorando por não terem ninguém, ou por fulano ter lhe deixado, mas que não fazem por onde ser bem tratadas, pois não se comportam decentemente na balada, nem muito menos em rede social. Claro, que muitas vezes se é deixada ou não se desencalha por outras razões, mas esses são outros casos.

Uma semana dessas me espantei, estava circulando pelo Facebook, e olhando as recentes postagens dos amigos quando me deparei com uma foto que me fez sentir vergonha alheia.  Sei que estamos no verão e é muito normal fotos de biquíni, além de morarmos numa região onde o clima é muito quente, e realmente não dá pra andar muito coberto, mas a foto que vi me lembrava muito uma foto de revista/site de entretenimento masculino (hétero). A moça estava com um biquíni não muito grande, e possuía seios não muito pequenos. Sua pose era típica de ensaio para o Paparazzo, ela olhava para baixo enquanto ajeitava o biquíni. Para completar, essa não era uma foto que podia ser vista apenas em seu álbum, era a foto do seu perfil, seu cartão de visitas.  Antes, no Orkut, já havia visto casos parecidos de mocinhas que por gosto tiravam foto da sua bunda que estava sendo penetrada por um ultra fino fio dental.

E aí eu fiquei lembrando daquele papo que as mulheres não se valorizam mais, e é verdade, por isso que ‘caem na net’ (e na boca do povo, que por sinal, não dispensam uma fofoca) …

Abrindo um parêntese aqui, queria deixar claro que não estou querendo dar uma de puritana não, longe de mim, vocês sabem que tenho pavor a isso, e que também fui muito julgada pelo que escrevo, um assunto no meu ver totalmente normal, que assusta alguns homens por às vezes ser tão “hardcore”, mas as mulheres precisam ler sobre isso, e tem que vir da boca de outra mulher também, para não parecer machista, e começar aquele papo que homem só pensa em sexo, e nós não, claro que nós também pensamos, tão quanto vocês (algumas até mais). Outra coisa que quero ressaltar, é que também não é inveja das meninas que tem um corpinho arrasador, e eu ser um pouco mais ‘carnuda’ (como diz o meu avô), só estou dando um conselho de boa amiga.

[...] Se você tem um corpo bonito, é gostosa, e gosta de sexo casual, tudo bem, parabéns pra você, mas não precisa mostrar isso tão explicitamente ao mundo não (e digo ao mundo, por que Internet vocês sabem, né? Para a notícia rodar o mundo é rapidinho), a não ser que você trabalhe com isso, se sustente assim, por que, afinal, ser acompanhante hoje em dia tá na moda (pelo que vejo). Do contrário, isso não tem finalidade, é vulgar, e ser vulgar é diferente de ser sexy. Um homem não irá lhe admirar, só irá querer lhe comer, e só. E aí depois você vem choramingar por que foi deixada, e vai encher minha página inicial de atualizações sem graça, com frases de autores que eram desconhecidos antes do boom das redes sociais, e fotos em baladas (daquelas como micaretas, ou animadas por paredão), bebendo horrores, dando trabalho aos amigos, e fazendo vergonha alheia a quem tem bom senso, e ai vai, além de achar tudo isso bonito, também pensar que está afetando seu ex, ou possível pretendente, que a essa altura já arranjou coisa melhor pra fazer (para não dizer alguém ‘melhor’ que você).

Andar (bem) vestida não impedirá um homem de se interessar por você, lhe achar bonita ou sexy. Ao contrário, os estilistas comprovam isso, com roupas que podem ressaltar seu bumbum, seios, cintura, sem necessariamente tudo estar a mostra, quer coisa sexy e excitante que um clássico decote? Pensar que um dia, levantar os longos vestidos e mostrar o tornozelo era o suficiente para enlouquecer um homem…